Estados Unidos, só depois de China e Argentina.

A Região Sul está menos vulnerável à turbulência da economia norte-americana. Como? A explicação está na menor dependência do Sul às exportações para os Estados Unidos, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Enquanto os EUA são os maiores consumidores de produtos brasileiros, na Região Sul eles ocupam o 3º lugar, atrás da China e da Argentina.

No Brasil, dos 130,84 bilhões de dólares exportados de janeiro a agosto de 2008, as vendas para os Estados Unidos representaram 13,94%, seguidas pela Argentina (9,21%) e pela China (9,11%). Os norte-americanos também são os principais compradores na Região Sudeste, com 16,97% das vendas, contra 10,69% dos argentinos e 6,98% dos chineses.

Já no Sul, o panorama é outro. Aqui, as vendas para os EUA totalizaram 8,34%, enquanto a China foi responsável por 9,53% das exportações e a Argentina, por 9,06%, no período de janeiro a agosto de 2008. Nessa mesma época de 2007, as vendas para os norte-americanos eram de 12,06%, quase o dobro da China, que contava então com 6,21%.

Dentro da Região Sul, o Paraná é o estado com menor dependência dos EUA e conta com este país para apenas 4,37% das exportações. O Rio Grande do Sul vem em 2º lugar, com 9,42%, e Santa Catarina conta com os EUA em 13,64% de seus negócios de exportação, contra 18,22% no ano passado. O segundo maior mercado para as vendas catarinenses tem sido a Holanda, com 6,84% de janeiro a agosto desse ano.

Com destinos de venda mais diversificados, a Região Sul depende menos dos norte-americanos em seu comércio externo e tem uma situação mais confortável do que boa parte dos demais estados brasileiros. O resultado é a redução do impacto do mercado americano em recessão. Não são apenas as exportações que definem o futuro da nossa economia, mas nesse momento de incerteza internacional, elas já dão um bom motivo para que muitos sulistas possam respirar aliviados.
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