Intercâmbio de governadores.

Desde que os portugueses começaram a definir os limites do nosso país, o Sul teve governantes de diversos estados do Brasil. Como exemplo, tivemos o paulista Paulo Cruz Pimentel, que comandou o Paraná entre 1966 e 1971, o baiano Manuel de Cerqueira Daltro Filho, interventor federal no Rio Grande do Sul entre 1937 e 1938, e o carioca João Antônio Rodrigues de Carvalho, presidente da província de Santa Catarina entre 1824 e 1825.

Ao todo, já passaram pelo nosso poder paulistas, cariocas, cearenses, pernambucanos, alagoanos, paraenses, baianos, sergipanos, paraibanos, mineiros, maranhenses, mato-grossenses e até potiguares. E, é claro, muitos sulistas, que transitaram por outras terras do Sul e ajudaram a construir a história local.

Os catarinenses João Capistrano de Miranda e Castro, de Desterro, e Jerônimo Coelho, de Laguna, por exemplo, foram alguns dos governadores do Rio Grande do Sul. O contrário também aconteceu muitas vezes, quando gaúchos estiveram no poder do estado de Santa Catarina. Da cidade de Porto Alegre vieram os ex-governadores Antero José Ferreira de Brito, Francisco Carlos de Araújo Brusque, Antonio Lara de Fontoura Palmeira e Inácio da Cunha Galvão. Da cidade gaúcha de São Gabriel veio Ptolomeu de Assis Brasil; de Montenegro, Vilson P. Kleinünbing; e de Carazinho, Casildo Maldaner.

Dois paranaenses entraram para a história de Santa Catarina: Jorge Lacerda, originário de Paranaguá, e Antônio Pereira da Silva Oliveira, da cidade de Lapa. Indo na direção contrária, dois catarinenses também foram importantes para o Paraná: Mário Pereira, nascido em Itajaí, e José Marques Guimarães, de Florianópolis. Passaram também pelo governo do Paraná os gaúchos José Bernardino Bormann, de Porto Alegre, e Uladislau Herculano de Freitas, de Arroio Grande.

Na Região Sul, Mário Pereira e Vilson P. Kleinünbing foram os últimos governantes originários de outros estados, sendo que ambos deixaram o poder no ano de 1994. Ou seja, há quase 15 anos os sulistas são liderados apenas por pessoas nascidas em seus estados. Um sinal de que o povo do Sul confia mais em quem é da sua própria terra.
cintia comente

comente

*

*

*

*