Óinc óinc: a economia cresce.

Para quem adora carne de porco, Santa Catarina é literalmente um prato cheio. Segundo o IBGE, Santa Catarina é responsável por 20,4% da produção nacional, com empresas que se concentram na região oeste do estado. Quem mora nessa região sabe a importância da suinocultura para a economia, especialmente após o baque do embargo russo há poucos anos atrás.

Como muitos devem recordar, a Rússia anunciou o embargo à carne brasileira no final de 2005, devido a focos de febre aftosa no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Após um período de prejuízo e grande dificuldade, os produtores começaram a diversificar seus mercados, aumentar a fiscalização nos frigoríficos e, aos poucos, foram reerguendo o setor.  

Agora os suinocultores têm muito a comemorar. Em julho desse ano, os preços do suíno vivo bateram recordes: em Chapecó, o quilo do suíno vivo chegou a R$ 2,79 para o produtor integrado à agroindústria e R$ 2,90 ao produtor independente. Para ter uma idéia, o preço pago em julho de 2006 ao produtor integrado era de R$ 1,28 e o preço pago ao produtor independente estava em R$ 1,20.

Os tempos de porcas magras acabaram não apenas pelo fim do embargo russo, mas também por outros fatores, como a abertura de novos mercados para Santa Catarina, os focos de febre aftosa sob controle e o aumento da renda das famílias brasileiras. E não é só o bolso do produtor que anda engordando mais rápido.

Esse ano começou a ser implantado o sistema Wean to Finish, em que os filhotes ganham peso, aumentam a sanidade e diminuem o custo com medicamentos de um jeito bem natural: amamentação prolongada. Ao invés do desmame acontecer no 21º dia de vida, quando o leitãozinho pesa 6,5 kg, agora ele mama até o 28º dia e chega a um peso médio de 8,5 kg. O resultado é que enquanto antes os suínos chegavam aos 120 quilos em 186 dias de idade, agora atingem o mesmo peso em apenas 163 dias.

Esse sistema foi implantado de forma pioneira no Brasil pela Coperio, a Cooperativa Rio do Peixe. Há também muitas outras novidades com relação a qualidade na produção, sustentabilidade, bem-estar animal e biossegurança. Quem diz que a vida no campo é sempre igual precisa dar uma voltinha pelo oeste catarinense.
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10 coisas que todo gaúcho sabe.

Ai vão 10 coisas que são óbvias para os gaúchos (e nem tão óbvias para quem é de fora):

1) O sotaque de quem vive no Rio Grande do Sul é diferente dependendo de onde se mora. O sotaque do porto-alegrense não é o mesmo de quem é de Cruz Alta ou Uruguaiana, por exemplo.

2) O 20 de Setembro, data da deflagração da Revolução Farroupilha, é mais comemorado no Rio Grande do Sul do que o 7 de Setembro.

3) É comum usar o tratamento "tu" e conjugar o verbo como "você". Por exemplo: "Guri, tu vai ao super? Bah, tu compra uma chimia e uns cacetinhos pra mim?"

4) No Palácio Piratini não se realiza uma cerimônia onde, antes, não se cante o Hino Rio-Grandense.

5) Ao tomar chimarrão, você deve beber tudo até ouvir o ronco da cuia vazia. E atenção: o primeiro mate é sempre o pior.

6) No RS há pouca influência da música caipira de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. O que seria a música caipira é a música gauchesca, que canta a coragem, o heroísmo e as belezas da terra.

7) Se um prédio é construído com sacada nos apartamentos, vocês podem ter certeza de uma coisa: nessa sacada haverá uma churrasqueira.

8) Nos CTGs é proibida qualquer música que não seja a gauchesca. Se um CTG tocar samba ou rock em algum baile, é descredenciado na hora.

9) Como muitos gaúchos têm a pele clara, é comum o grande consumo de produtos para protegê-la. Afinal, o estado passa por momentos de frio intenso no inverno, sol abundante no verão e várias mudanças bruscas de temperatura.

10) É difícil um gaúcho não torcer pelo Grêmio ou pelo Inter. E totalmente impensável torcer pelos dois.
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Até Tio Patinhas ia abrir a mão.

Se o mão-fechada Tio Patinhas morasse na região Sul, ficaria impressionado com os hábitos de consumo dos sulistas. Segundo uma pesquisa realizada pela Latin Panel, nossa região obteve o maior crescimento de consumo no Brasil em 2007. Foram 10% a mais no volume de compras e um acréscimo de 15% em valores gastos com relação ao ano de 2006, no que diz respeito a cestas de alimentos, higiene e bebidas.

Algo interessante é que embora os sulistas estejam gastando mais, eles também poupam bastante: a média é de 5% de economia por mês. Isso mantém um equilíbrio importante no orçamento familiar e mostra os reflexos de uma economia estabilizada, onde é possível que as pessoas façam contas e tenham uma noção do tamanho de seu salário.

Atualmente, a renda familiar média do Sul é de R$ 1.610 por mês, o que quer dizer que a economia de 5% representa R$ 76 a cada família. Ao somar os 7 milhões de lares sulistas, temos uma poupança mensal de R$ 534,4 milhões. Uma pequena amostra do grande potencial dessa região. A Caixa-Forte do Tio Patinhas ia lotar tão rápido que até ele sentiria vontade de dar umas voltinhas no shopping.
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A Rota das Ostras.

Passar por Florianópolis sem degustar uma ostra é uma tarefa pra lá de difícil: a iguaria está presente em tantos restaurantes que fica impossível resistir. Para os apaixonados, é bom saber um pouco mais sobre o projeto que pretende transformar esse molusco no símbolo de Florianópolis: a Rota das Ostras.

O projeto Rota das Ostras é tema do Seminário de Nivelamento das Atividades do Ribeirão da Ilha e um dos destaques da Semana do Peixe, que acontece até dia 7 de setembro. Seu objetivo é valorizar a maricultura, gerar emprego e promover ações em diversas áreas, como turismo e cultura. Como? É só dar uma olhada em algumas das propostas:

- Ostra Acústica: construir um auditório ao ar livre, com vista para a baía sul.
- Turismo ecológico: implantar trilhas monitoradas no Ribeirão da Ilha e dar apoio à prática de esportes aéreos, como asa delta e parapente.
- Turismo histórico e cultural: valorizar a arquitetura portuguesa, as tradições festivas e muito mais. O artesanato com conchas de moluscos e a renda de bilro, por exemplo, podem ser utilizados em cursos, eventos e projetos de moda e design.
- Divulgação: fazer um portal com mapa dos roteiros e um posto de informações turísticas para divulgar os atrativos da região.

Além disso tudo, é interessante lembrar que Santa Catarina é responsável por nada menos que 95% da produção nacional de moluscos. Para garantir uma produção ainda melhor, o estado é o único do Brasil a implantar o programa de monitoramento das águas nas áreas de cultivo, o que vai garantir mais segurança alimentar aos consumidores. Assim, vai ficar cada vez mais difícil entrar num restaurante e resistir a essa delícia.
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Paraná, a fantástica fábrica de empregos.

Para quem pensa em morar no Paraná, labuta é o que não falta. Segundo o Ministério do Trabalho, o crescimento líquido de vagas em empregos formais chegou a 13.635 em julho, o que corresponde a 52,96% dos novos postos de trabalho gerados nos três estados do Sul.

Até agora, o Paraná tem sido o 3º estado com maior crescimento de empregos formais em 2008, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Foram 122.797 novas vagas e um índice de crescimento que chegou a 6,31%, para a alegria de quem nasceu no estado e também a de quem pensa em virar paranaense.

Uma das grandes causas de toda essa aceleração é a indústria automobilística, que tem diversas unidades entre São José dos Pinhais e a Cidade Industrial de Curitiba. Enquanto isso, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul ainda sentem o impacto do câmbio e da concorrência chinesa sobre o setor têxtil e de calçados, que são algumas das áreas que costumam empregar mais mão-de-obra nesses estados. Mas isso é assunto de sobra para outro texto.
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O gaúcho guerreiro.

Em vários momentos, o Rio Grande do Sul passou por desafios que deram origem a uma das suas mais fortes características: seu povo guerreiro. Os gaúchos sempre tiveram um papel relevante na política nacional, tanto nas guerras e revoluções quanto na defesa das fronteiras.

Num breve resumo, já dá pra notar que não é pouca coisa. O RS esteve envolvido direta e indiretamente na Guerra Cisplatina, por exemplo, e foi o grande deflagrador da Revolução Farroupilha. Também teve papel estratégico na Guerra do Paraguai, com destaque para a florescente indústria gaúcha, responsável pelo fornecimento de quase todos os equipamentos de montaria utilizados na guerra.

Seja na Revolução Federalista, que queria "libertar o Rio Grande do Sul da tirania de Júlio Prates de Castilhos", seja na Revolução de 30, que colocou Getúlio Vargas no poder, os gaúchos são destaque. No período da Ditadura Militar no Brasil, o Rio Grande do Sul forneceu a maior parte dos generais-presidentes: Costa e Silva, Médici e Geisel. Mas se esse fato é motivo de orgulho ou não, já é outra história...
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