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Filtro por categoria: História e cultura

OneWG divulga Carnaval em Santa Catarina

No feriado de Carnaval, Santa Catarina tem muito mais além da folia de Momo. E essa diversidade está presente na campanha criada pela OneWG para a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte. Uma brincadeira com o tipo de carro de cada folião mostra que cada um pode curtir a folia do seu jeito, porque Santa Catarina tem muitas atrações. Até mesmo para aqueles que querem fugir da folia.

A campanha conta com comercial de TV e anúncio para jornal e já está no ar. Mas você pode conferir as peças clicando aqui.


Ficha técnica – SECOM LAZER (SOL)
Anunciante: Secom e Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte
Agência: OneWG Multicomunicação
Diretor de Criação: Marcos Pamplona
Criação: Sandra Spricigo e Shalon Guasco
Finalização: Luis Soutes
Midia: Jaqueline Lanzarin e Solange Cardoso
Produção/RTV: Cris Sousa e Andreza Boeing
Atendimento: Maira Magno e Regiane Santos

Produtora: Filmcenter
Aprovação cliente:
Marcelo Rego, Gilmar Knaesel e Luis Carlos Enzweiler

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Intercâmbio de governadores.

Desde que os portugueses começaram a definir os limites do nosso país, o Sul teve governantes de diversos estados do Brasil. Como exemplo, tivemos o paulista Paulo Cruz Pimentel, que comandou o Paraná entre 1966 e 1971, o baiano Manuel de Cerqueira Daltro Filho, interventor federal no Rio Grande do Sul entre 1937 e 1938, e o carioca João Antônio Rodrigues de Carvalho, presidente da província de Santa Catarina entre 1824 e 1825.

Ao todo, já passaram pelo nosso poder paulistas, cariocas, cearenses, pernambucanos, alagoanos, paraenses, baianos, sergipanos, paraibanos, mineiros, maranhenses, mato-grossenses e até potiguares. E, é claro, muitos sulistas, que transitaram por outras terras do Sul e ajudaram a construir a história local.

Os catarinenses João Capistrano de Miranda e Castro, de Desterro, e Jerônimo Coelho, de Laguna, por exemplo, foram alguns dos governadores do Rio Grande do Sul. O contrário também aconteceu muitas vezes, quando gaúchos estiveram no poder do estado de Santa Catarina. Da cidade de Porto Alegre vieram os ex-governadores Antero José Ferreira de Brito, Francisco Carlos de Araújo Brusque, Antonio Lara de Fontoura Palmeira e Inácio da Cunha Galvão. Da cidade gaúcha de São Gabriel veio Ptolomeu de Assis Brasil; de Montenegro, Vilson P. Kleinünbing; e de Carazinho, Casildo Maldaner.

Dois paranaenses entraram para a história de Santa Catarina: Jorge Lacerda, originário de Paranaguá, e Antônio Pereira da Silva Oliveira, da cidade de Lapa. Indo na direção contrária, dois catarinenses também foram importantes para o Paraná: Mário Pereira, nascido em Itajaí, e José Marques Guimarães, de Florianópolis. Passaram também pelo governo do Paraná os gaúchos José Bernardino Bormann, de Porto Alegre, e Uladislau Herculano de Freitas, de Arroio Grande.

Na Região Sul, Mário Pereira e Vilson P. Kleinünbing foram os últimos governantes originários de outros estados, sendo que ambos deixaram o poder no ano de 1994. Ou seja, há quase 15 anos os sulistas são liderados apenas por pessoas nascidas em seus estados. Um sinal de que o povo do Sul confia mais em quem é da sua própria terra.
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20 de Setembro: o 7 de Setembro do RS.

20 de Setembro: o 7 de … Amanhã é 20 de setembro, um sábado como outro qualquer para boa parte do país. O que não é o caso dos que vivem abaixo da fronteira do Rio Uruguai: nesse dia se comemora 173 anos da Revolução Farroupilha, a revolta gaúcha pelo excesso de impostos na fronteira e pelo descaso do governo imperial do Brasil.

No Rio Grande do Sul, a Revolução Farroupilha deixou marcas profundas na cultura da população. Um exemplo claro disso é a letra do Hino Rio-Grandense, que canta o Vinte de Setembro como precursor da liberdade. A propósito, você por acaso sabe cantar o hino do seu estado? No RS, boa parte sabe. No Youtube há diversos vídeos de jogos do Grêmio e do Internacional onde a torcida canta orgulhosamente seu belo hino.   

"Orgulho", por sinal, é uma palavra que faz parte do vocabulário gaúcho. Por isso, não é de se surpreender que o dia 20 de setembro seja muito mais esperado e celebrado do que o 7 de setembro, com direito a desfile temático e participação de milhares de cavalarianos.

O desfile desse ano, que tem como tema “Nossos símbolos: nosso orgulho!”, trará 13 símbolos oficiais e afetivos do Rio Grande do Sul: a bandeira, o hino, o brasão, a chama crioula, a erva-mate, a ave quero-quero, a flor brinco-de-princesa, a planta medicinal macela, o chimarrão, o monumento ao laçador, o galpão crioulo, o cavalo crioulo e o carro do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Cada invernada terá até 70 pessoas e 30 cavalos. Flores brinco-de-princesa serão distribuídas e o público também aproveitará um grande churrasco, preparado durante o percurso.

Em homenagem à paixão dos gaúchos por suas origens, segue abaixo a letra do hino e um vídeo com cenas dos símbolos desse povo.


HINO RIO-GRANDENSE

Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
o precursor da liberdade.

Estribilho:
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra.
Sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.
De modelo a toda terra.
Sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.


Mas não basta p'ra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo.
Povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.
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O gaúcho guerreiro.

Em vários momentos, o Rio Grande do Sul passou por desafios que deram origem a uma das suas mais fortes características: seu povo guerreiro. Os gaúchos sempre tiveram um papel relevante na política nacional, tanto nas guerras e revoluções quanto na defesa das fronteiras.

Num breve resumo, já dá pra notar que não é pouca coisa. O RS esteve envolvido direta e indiretamente na Guerra Cisplatina, por exemplo, e foi o grande deflagrador da Revolução Farroupilha. Também teve papel estratégico na Guerra do Paraguai, com destaque para a florescente indústria gaúcha, responsável pelo fornecimento de quase todos os equipamentos de montaria utilizados na guerra.

Seja na Revolução Federalista, que queria "libertar o Rio Grande do Sul da tirania de Júlio Prates de Castilhos", seja na Revolução de 30, que colocou Getúlio Vargas no poder, os gaúchos são destaque. No período da Ditadura Militar no Brasil, o Rio Grande do Sul forneceu a maior parte dos generais-presidentes: Costa e Silva, Médici e Geisel. Mas se esse fato é motivo de orgulho ou não, já é outra história...
cintia 2 comentários

A fama dos loirinhos.

Ao pensar no Sul, muita gente lembra apenas dos imigrantes alemães e italianos. Ledo engano. Se houvesse um campeonato brasileiro da miscigenação, os sulistas dariam uma goleada nas outras regiões e levariam a taça pra casa.

No Sul há descendentes de portugueses, africanos, poloneses, ucranianos, japoneses, árabes, indígenas e muitos outros. No município catarinense de Treze Tílias, por exemplo, a colonização é tipicamente austríaca. E há cidades formadas por até vinte etnias, como Ijuí, no Noroeste gaúcho.

E por que apenas os alemães e italianos levam a fama de "gente do sul"? Bem, há quem diga que é porque eles são os mais numerosos. Mas cá entre nós, é duro tentar competir com quem faz dúzias de festas divertidíssimas todos os anos. Com chopp e vinho aos litros, então, vira uma baita concorrência desleal.
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